Ele duvida. Eu percebo pelo olhar, não precisa verbalizar nada. Estou habituada com esse semblante cujo objetivo é um só: menosprezar. É fácil, muito fácil, a teimosia cega, paralisa e só o faz entender os poucos pensamentos que temos em comum, tão esparsos em todos esses anos de convivência forçada. Eu não queria que fosse assim. Eu queria um abraço, um desejo de boa sorte, uma palavra de apoio, tão necessárias nesse momento. Mas não, ele se retrai, debocha, reclama, e me faz chorar.
Acho que nem vai sentir a minha falta, o meu pai.
Acho que nem vai sentir a minha falta, o meu pai.
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